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domingo, 22 de maio de 2011

Algumas linhas

 ´´A lei da resolução e da perseverança não implica em que não devemos nos precaver, na medida de nossas forças, contra os males e incovenientes que nos podem ameaçar, nem deixar de recear que nos surpreendam. Muito pelo contrário, todo meio honesto de evitar um mal é não somente lícito mas também louvável. A perseverança consiste em suportar com resignação aos incomodos para os quais não temos remédio. Por isso não há movimento de agilidade corporal ou manejo de armas que devemos achar ruins desde que sirvam para defender-nos dos golpes que nos assestam.`` (Montaigne em um de seus Ensaios)

 O silêncio incomoda, dele sobrevivo, expresso, penso e calo. Observações, pensamentos e idéias amadurecem, é ego, quero negar mas, não posso. É essa a ciência que faço do mundo empírico, não almejo aceitar o final das minhas fortes impressões, pela primeira vez construo uma ciência da qual o final não poderá ser corroborada por mim. Para no silêncio ficar prefiro estar no meu suave mar de outono, nem verão, nem inverno, quente ou frio, apenas o que é, aquilo que faz as folhas coloridas caírem cautelosamente da árvore, aguardando o surgimento de algo que sempre torna e retorna em nossas vidas. Não sabemos lidar com estes fenômenos, adaptamos ao ciclo sem reconhecer o ponto referencial, a real condição que trouxe o silêncio.

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