Um ano se passa e outro inicia-se, partindo para mais uma auto-análise encontro primeiramente a perplexa resposta, porque os problemas não são novidades há mim, mas sim os problemas que minha resolução ascende.
´´Da marchinha fez silencio, num silencio escutei uma desquite em meu coração que se instalou de vez.`` Já estava ciente, mas nossos hábitos segavam severamente nosso campo de visão, anos e anos negamos o que só o sentido vê e não há razão que possa suportar os danos que todo esse tempo causou. Fico muito feliz em constatar que acabou da melhor forma, já havia pensado em muitas maneiras, mas como sempre ocorre entre nós tudo é belo e inimaginável.
No final do samba tudo continua como sempre foi, não sei se devo agradecer, mas suas mentiras continuam as mesmas até o ultimo momento fazendo meu orgulho investigativo pela verdade naufragar. Olhando mais adiante percebo que é este o ponto que me enlouquece, porque a verdade há mim não é revelada? Sei que não sou uma das mais reveladoras, sou um manto de enigmas e labirintos, mas minha delicadeza não é de um diamante raro, lapidado e de alta durabilidade, estou mais para a seda chinesa do século XVII carregada de tradicionalismo e de toda desgastada beleza. Na ´´lanterna dos afogadas`` fico há espera de alguém que retire sobre meu corpo esse manto que não consigo mais levá-lo comigo e nem retirá-lo de mim.
Ano chega ano passa, êta mundo que gira e não pára mais! rsrs
ResponderExcluir