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segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Desabafo musical

 Hoje não estou afim de escrever, mas limpando o pc encontrei o primeiro texto que escrevi em Marília. Arrumei alguns detalhes, ainda deve ter alguns erros. A expressão linguística não é meu forte, sempre fui da expressão corporal.


Encontro-me onde um ano estive parada diante minha vida social para alcançar um bom lugar, que iria me transformar de um ser para um ser pensante e axiomático.  Encontro-me á 490 km da minha cidade de origem (cidade onde não consigo deixar de aclamá-la), estou entre campos que exalam essências ao paladar doce e infantil.
 Agora fico degustando o fogo cruzado da infância e do adulto que aqui vim buscar. Meus sonhos foram inicialmente alcançados, mas a ação que tenho diante ele é o que me intriga. A parte intelectual estou tendo bom aproveitamento, mas a mente humana carece de mais coisas, ainda necessito de experiências que façam questionar meus conceitos éticos e morais. Sobre as experiências que tive nessa sistemática mudança, sinto que não devo mergulhar no consciente para esquecer o passado tentando fugir através das reações químicas do meu corpo psicótico. Mas por ter tido esse momento apavorador voltei a recuar minhas sensações, impulsos primários, deixando de vivenciar as primordiais revelações para meu próprio desenvolvimento do conhecimento. Boas oportunidades foram perdidas. A ´´palavra`` que escrevo nesse momento não é a mesma ´´palavra`` que escreverei na próxima linha, mas talvez esta próxima ´´paLaVra`` tenha uma forma melhor que a empregada inicialmente. A ânsia que fica em meus pensamentos não estão contentes com minhas ações. Sinto que estou ganhando uma bengala para ficar debruçada, com todo o peso da invalidez dos meus impulsos primários (talvez inato ou a priori).
  Ouvindo Curumin no momento paro e penso: ´´Mais um dia besta aqui no meu mocó, quero fazer contato, engrossar o caldo do mocotó.`` (Curumin - Compacto), é o que acontece nesse momento, mas com a força de um bom conjunto de notas sonoras, espero organizar minha mente para prosseguir a rotina. O final da musica termina com esta gravação: ´´Estamos prontos para juntar e inventar uma pequena rotina em estilo livre tudo isso ao som da música, use somente sua imaginação e faça o que lhe faz sentir bem. Se você tiver algum problema, não fique desencorajado, simplesmente volte ao início e comesse novamente. Vamos então escutar "Compacto" junto com os melhores.``. Tem uma pequena frase nesse final que me deixa muito intrigada,´´ ... use apenas sua imaginação e faça o que lhe faz sentir bem...`` sou uma séria aspirante à  filosofia, como posso deixar minha fértil imaginação me guiar?
 Sei que as coisas devem ser dosadas, mas é evidente que estou oprimindo um lado, importo de mais com os resultados causados, que algumas vezes não estão de acordo com aquela moral e ética que me educaram. Não consigo observar muitos prejuízos, estou em um momento de exaltada reflexão.





                                              Marília, 11/04/2010.

Um comentário:

  1. Bru, vc escreve muito bem. Tem uma forma coesa de expressar suas ideias.
    TO ADMIRADA.

    saudades, vem logo pra cá!

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